Odeio o fato de não ser perfeita, de nem sempre estar certa do que quero, de não saber a direção ao qual eu devo seguir.
Odeio ter que viver submersa no meu pretérito perfeito, que ás vezes acho que só existiu na minha cabeça, não se encontrar com o tempo, tentar ser como fui um dia, e nunca se esquecer das mágoas que carrego no peito.
Odeio ser a dona da verdade, a certinha e também a errada.
Odeio não conseguir me expressar publicamente, e sempre concordar com o que dizem por medo de minha opinião não ser aceita.
Odeio quando dizem que não sou perfeita, e odeio mais ainda quando dizem que sou, ou que a alcançarei, porque sei que nenhuma dessas alternativas estão corretas.
Odeio ser questionada, ser ignorada, ser o centro das atenções ou então a esquecida.
Odeio ter perdido o que mais me favorecia, talvez a única coisa que de fato me pertencia, algo que por tempos me fez ter orgulho de mim mesma.
Odeio ficar perdida no tempo, nunca encontrar o que procuro, não ter respostas para suas perguntas e perder a voz quando tenho chances de falar.
Odeio por fim não ser nem de perto o pouco que fui, e não aceitar as mudanças que talvez eu mesma me impus.

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