sábado, 15 de dezembro de 2012

Dia de chuva

Sentada na calçada, esperando pelo tempo que não passa, sinto a primeira gota que o céu ei de despejar.
Não me incomodo em ouvir seus tempestuosos murmúrios, nem mesmo de me mesclar aos flashes de luz, eles são fiéis ao que sinto, e falam por mim.
Gosto dessa combinação perfeita entre água e vento que exala o perfume da terra molhada, e transporta lembranças hora doces, hora amargas que me fazem rir e chorar simultaneamente.
Sinto junto às pequenas gotículas de água, caírem também alguns pequenos pedaços fragmentados de mim mesma, acho que devo ter perdido ao longo do tempo, mas agora estão recuperados.
Decido então me levantar, e caminhando na chuva sigo sem rumo por aquela estreita estrada florida com calçadas empoçadas de história e água. É tudo tão nostálgico, mas me faz feliz.
Com o corpo já encharcado e sorriso no rosto, vejo que as lágrimas ficaram para trás, me sinto bem, já posso seguir em frente, essa sou eu de novo, porém renovada.

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