sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Na estrada

Ao volante, dirigindo por horas sem se quer parar para descansar, aos poucos pareço esmaecer sutilmente absorvida por meus pensamentos.
O caminho ao qual percorro é tão cheio de atalhos e estradas perigosas, que temo não chegar ao meu destino por não saber conduzi-lo bem.
Pareço o tempo todo procurar uma espécie de realidade no meu mundo irreal, algo como um portal em que eu possa fazer a travessia e me encontrar do outro lado. Mas idealizações nem sempre são reais ou se quer tangíveis, pelo menos as minhas não.
Meu dia a dia esta se tornando tão automático que chego a me comparar a um robô ao fazer tudo sem sequer perceber, com utilidades limitadas, sem vida sem memoria sem nada, parece não haver motivos para eu estar aqui, se não aos "senhorios" a quem devo servir.
Me pergunto diariamente, se estou seguindo a direção certa, hoje pela primeira vez, me pergunto se devo me perder propositalmente. 
Se faz algum sentido essa coisa de vida e de destino, hesito em pensar que terei um "final feliz". 
Minhas perguntas e duvidas são o motor que me empurra hora ou outra para frente, ou emperra e me faz ficar parada por horas na estrada a espera de socorro.
Contudo, o trajeto de hoje só me abriu os olhos para atentar o que realmente preciso e quero agora, ou ao menos serviu para me mostrar com o que eu não devo me preocupar. 
Saber conduzir sua própria história seria a realização de qualquer escritor, e eu que nem se quer escritora me considero, gostaria que ao menos minhas memorias conservadas ganhassem mais vida, e minha vida nada conservada mais memorias, desejo profundamente que ao longo do tempo elas se estendam, não pretendo ser parte de um livro incompleto. 
Quero mais que uma simples capa, e meia duzia de palavras mal escritas. Quero fazer da vida uma obra de arte. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

É bom? Sim. Mas é intrigante.  Hora uma, outrora outra. Agora isso, outrora aquilo. Essas mutações faiscantes enlouquecem. Entretanto há ta...