sexta-feira, 27 de abril de 2018

psiquê


Fecho meus olhos e observo tudo que está espalhado aqui dentro. 
Existem espaços em branco, alguns cacos pelo caminho, remendos, peças soltas e coisas de todos os tipos. 
É como se fosse um ambiente cheio de imagens, poeira, sons e ecos. 
Já tentei arrumar.
Até mudo algumas coisas de lugar.
Dou prioridade a um cantinho em especial, e em seguida parto pra outro em busca de coisas que deixei por aí pra me recompor. 
Mas parece que não existe maneira de organizar um lado sem bagunçar o outro. 
Funciono de uma maneira bem intrigante. 
Por vezes tento me interpretar, mas é como tentar ler um manuscrito em linguagem desconhecida. Me perco toda. 
Não tenho exatamente a certeza de que estou certa.
Procuro referências, mas parece tudo tão vago... 
Às vezes invento histórias, enxergo tudo como num filme, faço cena e brinco de fazer parte disso tudo. 
Outras vezes apago as luzes e me deixo levar, apenas não existir por alguns momentos parece ser a melhor coisa que já me aconteceu.
E entre um curto espaço de um "eu" para outro, me escondo nas entrelinhas de minhas letras. 
As vezes mascaradas, outrora de cara lavada bem as vistas gritando ao mundo o que tem aqui dentro.
Ei de existir modos mais sutis, mas ainda não encontrei maneiras de usar. 

2 comentários:

É bom? Sim. Mas é intrigante.  Hora uma, outrora outra. Agora isso, outrora aquilo. Essas mutações faiscantes enlouquecem. Entretanto há ta...