Fecho meus olhos e observo tudo que está espalhado aqui dentro.
Existem espaços em branco, alguns cacos pelo caminho, remendos, peças soltas e coisas de todos os tipos.
É como se fosse um ambiente cheio de imagens, poeira, sons e ecos.
Já tentei arrumar.
Até mudo algumas coisas de lugar.
Dou prioridade a um cantinho em especial, e em seguida parto pra outro em busca de coisas que deixei por aí pra me recompor.
Até mudo algumas coisas de lugar.
Dou prioridade a um cantinho em especial, e em seguida parto pra outro em busca de coisas que deixei por aí pra me recompor.
Mas parece que não existe maneira de organizar um lado sem bagunçar o outro.
Funciono de uma maneira bem intrigante.
Por vezes tento me interpretar, mas é como tentar ler um manuscrito em linguagem desconhecida. Me perco toda.
Não tenho exatamente a certeza de que estou certa.
Procuro referências, mas parece tudo tão vago...
Às vezes invento histórias, enxergo tudo como num filme, faço cena e brinco de fazer parte disso tudo.
Outras vezes apago as luzes e me deixo levar, apenas não existir por alguns momentos parece ser a melhor coisa que já me aconteceu.
E entre um curto espaço de um "eu" para outro, me escondo nas entrelinhas de minhas letras.
As vezes mascaradas, outrora de cara lavada bem as vistas gritando ao mundo o que tem aqui dentro.
Ei de existir modos mais sutis, mas ainda não encontrei maneiras de usar.

Apenas perfeito rs
ResponderExcluirObrigada! rs
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