Segunda-feira
Cheguei e encontrei meu avozinho querido no hospital, abriu um sorriso enorme ao me ver. Fiquei tão aliviada de poder dar um abraço nele e dizer TE AMO, o que a tempos eu não fazia. Não pude fazer isto com minha avózinha, e isso ainda dói aqui dentro.
O médico conversou com agente e disse que o caso dele é grave, apenas 37% do coração funciona, e as veias estão entupidas, cheias de nicotina, rastros do vilão cigarro, que a décadas o acompanha.
Segurei as lágrimas ao olhar para o rosto sofrido dele, do meu pai e da minha tia.
Ao chegar na casa do vô, olhei para tudo admirada, as imagens que eu tinha em mente começaram a tomar formas, e aquele cheirinho me trazia boas lembranças, e ao mesmo tempo uma saudade dolorosa, lembrei-me da minha vovó, e então dessa vez não segurei as lágrimas.
Corri no banheiro e lavei meu rosto, respirei fundo e fui até a varanda, me sentei em uma das várias cadeiras e por minutos fiquei ali, me segurando para não dormir sentada, pois acabara de chegar de uma viagem de 13 horas, e que não consegui dormi. Confesso que quase cai da cadeira, em um milésimo de segundo em que fechei os olhos. Passou o dia e eu dormi as 7 da noite, acho que nunca dormi cedo assim.

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